segunda-feira, 4 de março de 2019

Respeito


Felicidade, amor, carinho, respeito, são sentimentos que estão em completa sintonia. 

Vivemos em um momento onde falta empatia, esquecemos que do outro lado existe alguém que é diferente de nós, que tem outro modo de enfrentar a vida...

Não sei o que é sentir na pele esses preconceitos que existem, mas condeno toda a forma de desrespeito.

Menos desafeto e mais AFETO.

Menos peito e mais RESPEITO.

Mais abraço, carinho, amor ao próximo, atenção, palavras positivas.

Seja diferente, só assim você terá chance de ser o melhor. Aprenda o que puder, depois compartilhe, não leve só para você o que você pode dividir.



LEOISTICAMENTE

ISAC ROCHA

PRESIDENTE AL 18/19

LEO LAJEADO FLORESTAL

Somos o fruto das nossas relações



Como dizia aquele versinho que tanto escrevíamos nos cadernos de recordações de anos atrás, “As pessoas que passam pela nossa vida, nunca nos deixam sós. Sempre deixam um pouquinho de si, e levam um pouquinho de nós”, e ao pensar nisso fica uma baita reflexão: quem são as pessoas que estão entrando na nossa vida, e o que elas estão deixando? E talvez mais importante que isso: o que nós estamos dando para que os outros levem da gente?

Mas nossa caminhada é longa, ela começa no dia em que nascemos, e segue. Dia após dia. E todo tipo de gente vai chegando, entrando, ficando e saindo. E a gente sempre absorve um pouco do que o outro é. Seja bom. Seja ruim.

Somos o fruto das nossas relações, e ao viver e conviver com pessoas que não sabem respeitar, seja o planeta, animais ou outro ser humano, elas podem nos afetar também. Podem fazer a gente crescer achando que aquilo que é diferente da gente é errado, e por isso, não é preciso respeitar. Podem fazer a gente ver algo novo, e por medo, talvez, julgar.

Mas o maravilhoso da vida é a evolução. É saber que não precisamos ser sempre a mesma pessoa, com os mesmos pensamentos, mesmas crenças e atitudes. Que a gente tem o poder de manter no nosso círculo apenas as pessoas que agregam, acrescentam, fazem bem. Que a gente pode deixar para trás tudo e todos que fazem sofrer. Nós e os outros. Que a gente pode ser melhor. Que a gente pode MUDAR.

É nosso dever querer ser melhor, e trabalhar para que isso aconteça. Não é fácil, pois crescemos rodeados de preconceitos que são normalizados pela sociedade e internalizados por nós. Mas é possível. E sabe o que ajuda muito a conseguir realizar essa mudança? Conhecer aquilo que nos é estranho, que não faz parte da nossa vida, e da vida das pessoas que fazem parte das nossas redes. Ler sobre. Ouvir as pessoas. Ter empatia. E entender que o outro não é menos que ninguém, e muito menos, menos que a gente, apenas por ser diferente.

E eu vejo a possibilidade de conhecer o diferente através do LEO Clube. São muitas pessoas que conhecemos, cada uma do seu jeito, com suas preferências, amores, cores e sabores, mas todas participando de um movimento pelo mesmo objetivo: fazer sua parte para tornar o mundo um lugar melhor.

E quando a gente se cerca de pessoas que nos fazem evoluir, sermos melhores, a gente tem a chance de mandar com o outro, algo bom que é da gente. E se tivermos sorte, a gente consegue marcar essas pessoas de uma maneira que elas deixarão para os outros, o que de melhor elas têm, também.

C.LEO Maiara Borges dos Santos

LEO Clube Lajeado Florestal

AL 2018/2019

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Ao meu clube, com amor

Um dia, quando eu era uma adolescente boba e confusa, a pessoa que eu mais amava me deu um presente.
Me falou de um grupo, de uma consciência e de uma visão de mundo diferentes.
Na semana seguinte conheci 14 novas pessoas, e na outra semana, em meio às crianças de um orfanato, descobri que agora seríamos 15.

Nas minhas crises de identidade, nas brigas familiares, nos amores perdidos eu tinha um lugar pra me encontrar, no bem que me oportunizaram fazer por pessoas com mil problemas a mais que eu.
Nesse lugar não encontrei barreiras, encontrei caminhos e oportunidades. Aprendi a amar ao invés de julgar. Aprendi a importância das diferenças e do respeito a elas. Aprendi a ser aprendiz de mil coisas que ainda não sei.
Aqui vivi ‘um ano pra recordar’, encontrei o amor da minha vida, conheci tantos lugares e tantas pessoas que me marcaram pra sempre.
Quando minha família foi embora da cidade, no meu Clube encontrei um motivo pra ficar... fala sério?! EU NÃO SABERIA VIVER SEM VOCÊS!

O LEO Clube Igrejinha não é só um Clube pra mim. São os meus AMIGOS, os meus EXEMPLOS, a minha FAMÍLIA. É o lugar onde posso ser eu mesma, com todos os defeitos e problemas.
Porque nós todos somos super diferentes, e nos amamos e entendemos justamente por cada um ser como é.

C.LEO Margrid Vendruscolo
LEO Igrejinha
(Escrita em 2011 e retirada do baú em 2019.)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Quebra-cabeças


Sou uma daquelas pessoas que falam do LEO para todo mundo, explicando a origem do movimento, os protocolos, as ações e campanhas que realizamos, os eventos e viagens que participamos. Explicar sobre o que é o LEO clube parece ser muito fácil quando falamos de toda a estrutura em torno do movimento, mas quando se trata de dizer o que o LEO significa especificamente para cada um de nós, a coisa fica um pouco mais complicada. Talvez por serem tantas histórias envolvidas, talvez por mexer com nossos sentimentos mais profundos, talvez por acender uma chama que não estava lá antes do movimento, talvez por trazer lembranças que nos marcaram intensamente.
Sendo a Experiência um dos pilares do LEO, ao adentramos no movimento passamos a viver momentos que antes não sonhávamos fazer parte de nossa realidade. E cada um desses momentos nos marcam de um jeito diferente que é difícil escolher somente um para se falar. Até porque só um momento isolado, não condiz com a maravilha que é fazer parte do LEO.
A primeira ação é sempre inesquecível, e se você não tem muito conhecimento do que é o LEO, aah... essa primeira ação vai realmente ser mais inesquecível ainda. Porque por mais do que te expliquem o que é, quais os projetos e campanhas, ver as coisas que um LEO clube faz, não tem palavras para expressar. E ver em sua primeira ação um “bando” de jovens sair de casa no frio, para levar alegria para os idosos, é a melhor maneira de entender o que é ser LEO. Sei que ver a energia de todos cantando, jogando cartas e contando piadas, me fez ver que o pouquinho do carinho que damos a quem precisa, gera um amor imenso neles, e o desejo de querer o próximo encontro de ambos os lados.
 E o melhor não é só uma tarde passada em companhia de alguns idosos, é um laço de amizade que se cria. A gente acaba os conhecendo pelo nome, conhecendo suas histórias de vida, contando um pouquinho da nossa, que não é nada se comparada aos longos anos que eles viveram. A gente acaba conhecendo os gostos deles, se eles curtem mais jogar cartas e dominó, ou se eles gostam de cantar conosco, ou ainda de só observar de longe, mas com os olhinhos brilhando de nos ver ali.  A amizade cultivada, faz com também sintamos a dor da perda, ao saber que algum deles se foram ficamos abalados, e tentamos lembrar de algum momento que passamos com ele. Ai vem a lembrança de jogar dominó com a dona Maria, que estava sempre com seu chalé, mesmo no calor, e que ganhava de mim em todas as partidas; ou lembrar do grande Seu Batista, que deixava os companheiros no chinelo quando o assunto era cantar, principalmente aqueles modão antigo; a simplicidade dele ao cantar deixava a todos nós hipnotizados, ninguém falava, ninguém queria atrapalhar aqueles momentos.
Talvez uma das experiências mais incríveis vividas dentro do LEO, são as visitas ao lar, tanto no lar de idosos quanto no das crianças. No dos idosos a gente aprende com eles,  das crianças nós as ensinamos. Acabamos sendo um modelo para elas, seja no que gostamos de fazer, seja no nosso agir, seja na nossa aparência física. De algum modo afetamos a vida delas mais do que pensamos, e elas nos mostram que não devemos perder a alegria de criança. Alegria de se divertir com brincadeiras simples, alegria de ajuda-las a escolher uma roupa para a festa junina, de vibrar com elas ao achar um ovo de pascoa debaixo da cama, de pular na cama elástica e se divertir tanto quanto elas, e de ouvir o pedido “tia quando vocês voltam?” ou então “estava com saudades, porque demoraram tanto?”. Acabamos criando tantos laços com elas, que muitas vezes ficamos divididos em sentimentos, ao chegar para mais uma visita, e descobrir que elas foram adotadas. O coração fica apertadinho, não vamos mais ver aquele rostinho ali, mas o coração também dá pulos de alegria, por saber que aquela criança está em casa, com uma família e sendo amada.
E assim vamos guardando cada uma dessas pessoas dentro de nosso coração, elas fazem parte do que nos tornamos. Fazer parte do LEO é descobrir que somos como um quebra-cabeças, cada experiência, cada ação, cada pessoa que conhecemos vai ser uma pecinha que vamos encaixando pouco a pouco, dando forma e sentido ao que somos.

C.LEO Diane
LEO Clube Campo Grande
Presidente do Distrito LEO L B-1
AL 2018/2019