segunda-feira, 19 de setembro de 2022

O dom que não existe

Quando imaginamos a figura de um líder sempre nos vem à mente aquela pessoa que possui inúmeras qualidades como falar bem em público, boa capacidade de gestão de pessoas, que consegue delegar atividades, que consegue empenho, respeito e colaboração de todo o seu time. Eu acredito que um líder vá muito além dessas qualidades, pois quando olho para a minha caminhada pessoal de liderança observo que muitas dessas qualidades eu nem mesmo possuo, e as que tenho, foram conquistadas através da própria liderança e percebo que ser um líder é uma consequência. “A oportunidade faz o ladrão” é uma expressão que combina bastante com o que eu quero passar, pois para mim, ser um líder é ser posto a prova, é dar um primeiro passo, mesmo que incerto e mesmo que pareça que á muito a ser aprendido, pois não se nasce um líder, se aprende a ser. Acredito que um líder é aquele que se dedica em todos os momentos para vencer suas manias, características e pensamentos para atingir um bem maior e tudo isso sem virar um chefe, que manda e negligência o todo. Ser líder é se colocar a prova e requer mais coragem que conhecimento, mais vontade que experiência, e mais dedicação e esforço do que sorte ou “dom natural”, é aceitar a consequência de ter se posto a prova. E sempre aprender com as falhas e as dificuldades, sem esquecer de ser justo, ouvir o próximo e aceitar que erros acontecem e que nada na nossa caminhada é perfeito, mas que nada também é permanente e que podemos sempre mudar e evoluir.


CLEO Kátia Klock Anton
LEO Clube Dois Irmãos
Distrito LEO LD-2

Jornada de líder

Desde que entrei para o voluntariado, sabia que estava ingressando em um
ambiente seguro e acolhedor o que possibilitou que a minha jornada para me
desenvolver como líder continue sendo prazerosa e desafiadora, com constantes
trocas de conhecimento e empatia.
O que me torna uma líder é ter a oportunidade de poder ajudar as pessoas,
de estimulá-las, seja com palavras, gestos como, por exemplo: um sorriso.
Mostrar que, apesar dos pesares, ninguém está sozinho. O que me motiva é unir
as pessoas com os mesmos propósitos, achar soluções e executá-las.
Ser uma líder exige de mim o exercício da humildade, não só com os outros,
mas comigo mesma. Me ensina a ser resiliente, que todo mundo erra (seja com
pré-julgamentos equivocados ou com atitudes erradas e mesquinhas). Que não
sou (e ninguém é) dona da verdade e que sempre tenho algo para aprender e
ensinar – mesmo que para mim pareça ser coisa óbvia, mas para o outro seja
novidade.
Ser líder me faz desenvolver a escuta, a observar as diferentes realidades
que os outros vivem antes de julgá-las, bem como desenvolve a minha paciência.
Mostra que todos temos defeitos e qualidades e que podemos nos ajudar a
desenvolvermos como seres humanos.
Por mais fora de contexto pareça, o exercício de ser líder me ensina a
respirar em momentos tensos. Me ensina a ser seletiva e valorizar quem eu
quero que viva perto de mim.
Ser líder me coloca em um círculo de troca de conhecimento e amor.
Para mim, não existe liderança sem falar de humildade pedagógica, olhar
crítico e ao mesmo tempo sonhador e humano.


CL Thaís C. Weiler
Lions Clube Dois Irmãos Portal da Serra
Distrito LEO LD-2

Conhece-te a ti mesmo

A liderança constantemente nos propõe ultrapassar a linha conhecida
como “zona de conforto". Incitar-se a enfrentar, muitas vezes, águas
desconhecidas, é uma etapa fundamental do desenvolver-se como líder.
Pois bem, até então, essa falácia já nos é bastante conhecida: buscar
desafiar-se constantemente implica em assumir diferentes posições perante
diferentes coisas ou pessoas. E a nossa capacidade de compreender essa
nova diversidade de coisas e pessoas com as quais somos constantemente
confrontados é inerente ao papel de um líder. Contudo, para mim e para tantos
outros, toda essa necessidade de entender ao próximo só revela o quanto
precisamos compreender melhor a nós mesmos. Esse dilema é real desde
sempre e nos foi apresentado por Sócrates através da famigerada sentença
“Conhece-te a ti mesmo”. Além do que nos é óbvio aos olhos e frequentemente
lemos em tantos livros de autoajuda, essa frase revela que o fator suscetível a
mudança geralmente não está no outro, nas coisas ou na realidade, mas
simplesmente em nós mesmos. Além disso, a liderança tende a não ser, nessa
linha de pensamento, manifestada apenas numa personalidade ávida que
sempre “dá o primeiro passo”, mas sim numa atitude prontamente responsiva.
Como temos respondido aos vários desafios que nos são apresentados? Ou,
então, temos ao menos respondido a eles?
A natureza ordinária de todas as coisas que fazemos no dia a dia, se
devidamente executadas, pode revelar uma virtude extraordinária. Assim, na
maioria das vezes, palavras não são necessárias para mudar o mundo. Isso
porque palavras comovem, mas exemplos arrastam.
Eis o que, para mim, é a liderança.


CLEO Érick Giovani Boufleur

LEO Clube Dois Irmãos

Distrito LEO LD-2

Meu lugar de pertencimento

Eu sempre achei que o sentimento de pertencimento fosse destinado exclusivamente á um lugar. Em minha casa, eu me sinto segura, e sei que pertenço á ela, assim como minha família. Eles juntos me fazem sentir em um verdadeiro porto seguro particular. Pertencer ao LEO, como clube, movimento, e grupo, me faz ter o mesmo sentimento, e posso confessar que no início eu não achei que isso fosse possível. Assim como tudo que é novo em nossa vida, o nervosismo pelo desconhecido sempre tem, e a exitação em saber no que isso realmente irá afetar em nossa vida, aparece. Nos meus primeiros anos participando do LEO eu diria que o meu despertar em continuar aqui era por aqueles que eu poderia ajudar, e principalmente em saber que eu estaria rodeada de pessoas com o mesmo objetivo de fazer o bem que eu sempre prezervei muito em casa, com a minha família. Entender as diversas realidades á nossa volta, em uma mesma sociedade, sem precisar ir muito longe, é desolador na mesma medida em que saber que eu posso ajudar de alguma forma á melhorar a vida destas pessoas é reconfortante. O ato de compaixão e solidariedade sempre vai ser maior do que qualquer ato humano possa vir á ser, e isso, é gradioso. Meu lar sempre foi rodeado de amor, com o passar do tempo preservei a mania de associar essa mesma relação com quem estou junto, e á cada grupo que começo a frequentar, seja qual for. Estar com meus companheiros me desperta este tipo de sentimento bom, e mais do que ajudar á quem mais precisa, eu continuo no movimento pelo que ele me trouxe com o passar dos anos, pelas memórias que criei, por cada ação que pude fazer a diferença, pelos amigos que fiz e que levarei pra vida toda. Eu sempre achei que o sentimento de pertencimento fosse exclusivo de lugares físicos, mas hoje, vejo que estava completamente enganada, ele também pode se destinar á pessoas.  


CLEO Manoela Dutra Lima Herold

LEO Clube Igrejinha

Distrito LEO LD-2